06 ● 05 ● 2016

Destrua (mesmo) Este Diário

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Destrua Este Diário (ou, originalmente, “Wreck This Journal”) é o lançamento de 2007 da autora Keri Smith que explodiu pelas livrarias brasileiras em meados de 2013 – dando início, junto à outras obras, a posterior febre de livros interativos, bem ao lado de Termine Este Livro, O Livro do Bem e, mais tarde, o Jardim Secreto.

Eu amo livros interativos – justamente pelo pioneiro em minha estante, o tal Destrua Este Diário. Eles são excelentes para exercitar a criatividade do “leitor”, aliviar o estresse de forma natural.

Como está estampado na própria contracapa do livro: “criar é esculhambar”. A proposta da autora – para quem não sabe – é fazer com que o dono do exemplar cumpra uma série de desafios inusitados e que, ao fim do livro, este realmente termine completamente destruído.

Com a proposta de estimular a criatividade e questionar convenções sobre a forma como lidamos com os objetos, ‘Destrua este diário’ nos convida a rasgar páginas, rabiscar, pintar fora das linhas, manchar e até mesmo levar o livro para o banho. A ideia surgiu quando a autora percebeu que o perfeccionismo tão exaltado na nossa cultura era um grande empecilho do processo criativo.

No começo, naturalmente, hesitei. Eu comprei aquele livro, e vou simplesmente jogar ele fora assim?! Bateu uma peninha. Mas, conforme você começa a completar as páginas, a excitação por destruí-lo cresce e você não querer parar mais. Bom, pelo menos não comigo. Na época em que estava completando meu livro, acompanhei algumas resenhas e fotos no Instagram com a hashtag #WreckThisJournal e fiquei, para dizer o mínimo, impressionada com o talento das pessoas (sério, dá uma pesquisada no Instagram ou no Google).

Acontece que as pessoas não estavam destruindo o diário, mas transformando-o em uma espécie de livro de pinturas com desafios. E haja criatividade! Tiro o meu chapéu para cada uma das páginas que eu busquei.

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Essa página “Disney” é a mais apresentável do meu diário – isto só porque ela é feita REALMENTE para colorir

Mas, claro, eu não tinha este talento, e meio que me divertia mais só estragando o pobre livro. Então desapeguei de ter fotos lindas do meu Destrua Este Diário, para ser feliz seguindo a proposta de esculhambar o livro.

Passei quatro anos da faculdade chutando o meu exemplar escadaria abaixo, passando suas páginas em carros sujos, cuspindo café/água/suco nele, lambendo as páginas e até colocando ele embaixo de carros para que fosse atropelado. E tudo isso (não me achem psicopata por isso, por favor) me fez muito bem – e eu recomendo fortemente, caso seu forte também não seja ilustrar com criatividade (até porquê, temos livros como o Jardim Secreto especialmente para isto).

Pensando nessa realidade que vi tão pouco nas resenhas e fotos que pesquisei (a de realmente destruir o Destrua Este Diário ao invés de colori-lo), resolvi trazer algumas fotos do meu falecido exemplar (que não se destruiu por completo, mas que agora precisa ser guardado envolto a um saco plástico porque contém restos de chiclete, perfume e alimentos e, bom… pode ser que junte umas baratas e insetos se guarda-lo desprotegido).

Com vocês, a diversão de esculhambar <3

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Situação atual do livro: preciso mantê-lo em um saco plástico porque contém chiclete mascado, terra e outras coisas nojentas

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Verdade seja dita: não quis destruir TOTALMENTE as páginas a ponto de arrancá-las (pelo menos, não todas)

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Usei uma bola de papel higiênico ensopada de tinta para fazer essa página – e sim, JOGUEI ela no livro de uma ponta do quarto à outra

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Na capa: você quer brincar na neve?

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Algumas arrastadas do livro nos carros do estacionamento da faculdade renderam esta página

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Essa página contém café, tinta preta e amarela, perfume e outros elementos

Acho que o mais divertido sobre ter adquirido e completado o meu Destrua Este Diário é que eu fiz disso, de fato, um exercício lúdico diário. Todos os dias eu completava alguma coisa, pedia para que meus amigos esculhambassem algumas páginas, também… se tornou quase um hobbie – um hobbie divertido e extremamente desestressante.

Desde o Wreck This Journal, não mexi em nenhum outro livro interativo – mas vontade não me falta. Se você tiver algum para indicar, por favor, me escreva nos comentários! Vale escrever para contar sua experiência com o Destrua Este Diário, também.

Até a próxima!

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26 ● 04 ● 2016

Uma passagem pelas quatro estações

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Já não é a primeira vez que eu comento aqui, no Sabor Absinto, o meu crescente fascínio pela fotografia. Tenho o maior carinho pelo primeiro ensaio que fiz sobre cabelos coloridos e coisas fofas, e cada produção que faço desde então – seja por lazer ou trabalho.

Recentemente descobri o projeto fotográfico Meu Ângulo onde, todo mês, os participantes recebem um desafio temático para registrar e aplicar o seu olhar fotográfico – uma ótima oportunidade para exercitar a criatividade e as técnicas de fotografia.

O tema de abril é “As Quatro Estações”. Matutei bastante sobre o tema, pensei em focar em apenas uma estação – verão, porque no Brasil ultimamente é verão o ano todo – e até uma releitura da capa do meu antigo CD da Sandy & Junior. Mas, no fim, separei alguns elementos que mais me agradava em cada estação, algumas roupas que eu gosto de usar em cada clima, e pedi ajuda do Marco. Saímos pela cidade em diferentes horários, para aproveitar as opções de luz natural, e não é que o resultado ficou muito melhor do que eu esperava?

 

PRIMAVERA

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Aproveitei algumas fotos que fizemos há mais ou menos um mês atrás, durante um passeio ao ar livre em uma chácara. A ideia de usar as pequenas flores amarelas veio do improviso – mas casou muito bem com o tema da estação mais florida do ano!

 

VERÃO

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Quando pensei em fotografias sobre o verão, automaticamente pensei no vermelho do pôr-do-sol de uma tarde ensolarada – aquele clima de quando finalmente o sol insuportável baixa, e resta apenas aquele calorzinho gostoso antes de chegar a noite quente, sabe? E foi isso que tentamos reproduzir aqui.

Não sei quanto ao resultado das fotos, mas o pequeno “ensaio” certamente rendeu um bom passeio com vista para o pôr-do-sol.

OUTONO

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Como eu queria realmente precisar usar essas roupas no Outono 2016! Nós sabemos que o tempo está louco quando a estação em que nos encontramos é a estação mais difícil de fotografar. De qualquer forma, essas fotos remeteram a mim o que eu mais gosto sobre o inverno: o vento com sol, o frio sem ser insuportável, as folhas caindo no quintal (olha aí a Sandy & Junior de novo!). Ainda aguardo ansiosamente uma frente fria milagrosa para salvar este Outono com jeito de verão.

INVERNO

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Não teve jeito de fazer fotos externas para a última estação. Inverno para mim é sinônimo de ficar em casa o máximo possível, se jogar nas cobertas e nos casacos fofinhos e passar intermináveis horas na companhia de filmes, séries, livros e guloseimas quentinhas. <3

 

Eu realmente adorei essas fotos, todas elas. Não achei que iria me divertir tanto clicando fotos “montadas” propositalmente mas, mesmo apesar disso, todas são extremamente espontâneas. Renderam uma aula de fotografia para meu namorado, algumas risadas e uma memória boa de cada uma delas.

E você, gostou? Não deixe de me escrever nos comentários! Até a próxima.

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postado porvanessa dias